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Arrecadação federal soma R$ 235 bilhões em agosto, recorde para o mês

Arrecadação federal soma R$ 235 bilhões em agosto, recorde para o mês

Por Redação

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A arrecadação federal somou R$ 235,6 bilhões em agosto, informou a Receita nesta terça-feira (22). É o maior resultado para o mês em 32 anos.

O crescimento real de 8,25% foi impulsionado pelo avanço da economia, elevação de impostos e alta no preço do petróleo.

De janeiro a agosto, a arrecadação acumulada somou R$ 2,13 trilhões, valor corrigido pela inflação. O montante é recorde para o período.

O governo federal conta com o aumento das receitas para buscar atingir a meta fiscal estabelecida para 2026.

A meta prevê saldo positivo de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões. Há permissão para retirar R$ 57,8 bilhões desse cálculo.

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 235,6 bilhões em agosto deste ano, informou nesta terça-feira (22) a Receita Federal.

O resultado representa um aumento real de 8,25% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 217,6 bilhões (valor corrigido pela inflação).

➡️O valor também é o maior já registrado para meses de agosto desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos.

➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, também, com a alta no preço do petróleo.

Relembre alguns aumentos de impostos:

➡️Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e participação na extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações.

Moedas de real; dinheiro. — Foto: Bruno Domingos/ Reuters

Nos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 2,11 trilhões — sem a correção pela inflação.

Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 2,13 trilhões de janeiro a agosto, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 7,12% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,98 trilhão.

➡️O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, informou que o governo revisará novamente, para baixo, a estimativa de arrecadação com a taxação dos contribuintes com renda mensal superior a R$ 600 mil por ano (incluindo lucros e dividendos).

Essa medida foi anunciada para compensar as perdas com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a partir de 2026, para R$ 5 mil e a redução de tributo para quem ganha até R$ 7,3 mil por mês.

Inicialmente, a equipe econômica projetava um ingresso de R$ 29 bilhões neste ano com a taxação dos contribuintes que ganham acima de R$ 600 mil, valor que recuou para R$ 17 bilhões em meados de 2026. Nesta terça-feira, Malaquias informou que o valor está sendo reduzido para R$ 10,5 bilhões.

De acordo com o técnico da Receita Federal, o governo terá de encontrar outra fonte de recursos para bancar a ampliação da faixa de isenção do IR neste ano - algo que será detalhado no relatório de orçamento que será divulgado na próxima quinta-feira (24).

Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).


Fonte original: G1


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