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Estudantes do Cefet em Minas Gerais criam luva tecnológica que traduz Libras para texto e áudio

Estudantes do Cefet em Minas Gerais criam luva tecnológica que traduz Libras para texto e áudio

Por Redação •

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Estudantes do ensino técnico do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), localizados na unidade de Araxá, em Minas Gerais, desenvolveram uma luva tecnológica equipada com sensores capazes de identificar movimentos das mãos e reconhecer gestos da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A inovação tem como principal objetivo promover a acessibilidade e facilitar a inclusão e a comunicação cotidiana entre pessoas surdas e ouvintes.

De acordo com o professor Leandro Mattioli, coordenador do projeto, a pesquisa científica é fruto de cerca de quatro meses de trabalho contínuo, dando seguimento a investigações iniciadas no ano anterior. "Em 2025, nós começamos a desenvolver um sensor que conseguia estimar o posicionamento das mãos durante os gestos. Agora, aprimoramos esse sensor e acoplamos o dispositivo a uma luva para que os movimentos sejam capturados de forma mais precisa", detalhou o docente.

O funcionamento da tecnologia une hardware e software de ponta. Na prática, os sensores instalados na luva operam em conjunto com uma câmera infravermelha. Desse modo, os gestos executados pelo usuário são capturados e enviados para um programa de computador, que processa e interpreta os sinais, convertendo o conteúdo em texto ou áudio de maneira imediata.

Durante as avaliações iniciais do protótipo, o sistema surpreendeu positivamente ao atingir uma marca de 92% de precisão no reconhecimento de sinais de Libras realizados por diferentes indivíduos. "O resultado é extremamente promissor e agora vamos continuar trabalhando para aperfeiçoar o sistema", celebrou o professor Leandro Mattioli.

O projeto conta com a participação direta de quatro alunos do ensino técnico do Cefet Araxá. O dispositivo permanece em fase experimental de testes e, até o momento, não possui uma previsão comercial de lançamento para o público geral. Entre os obstáculos superados pela equipe jovem esteve a calibração dos componentes eletrônicos.

O estudante Gregory Matsushita, de 17 anos, apontou os desafios técnicos enfrentados pela turma: "No início, tivemos dificuldade para ajustar os sensores, permitindo que eles capturassem os gestos de forma exata, sem interferir nos resultados. Algumas letras do alfabeto em Libras precisam de movimento, e o equipamento tem certa limitação: ele só consegue interpretar letras estáticas". Atualmente, o grupo foca esforços em superar essa barreira para abranger também os sinais que demandam movimentos contínuos.

A meta dos jovens pesquisadores é finalizar as etapas de desenvolvimento da tecnologia nos próximos meses, consolidando uma ferramenta transformadora para a sociedade. Para o estudante Matheus Milagres, de 16 anos, o impacto social é o que motiva o grupo: "Nosso objetivo é melhorar a comunicação entre pessoas surdas e pessoas que não são surdas. Com a tradução feita pelo equipamento, deficientes auditivos que se comunicam em Libras poderão conversar com quem não entende essa linguagem de forma simples, com acessibilidade e inclusão".


Fonte original: G1


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