Se você sente saudade de produções marcantes como Lost ou Arquivo X — ou de ambas —, vai gostar de saber que existe uma obra disponível no catálogo do Prime Video que une perfeitamente esses dois universos em um só: Fringe. Criada por J.J. Abrams, o mesmo nome por trás de Lost, o programa alcançou status de série cult e agora pode ser assistida diretamente do conforto da sua casa.
Atualmente bombando no streaming da Amazon no Brasil, Fringe estreou em 2008 na emissora Fox, conquistando o coração dos entusiastas de ficção científica ao longo de cinco temporadas emblemáticas, que exploravam desde conceitos científicos bizarros até a complexidade de universos paralelos.
Partindo de um desastre aéreo — um detalhe que certamente será bastante familiar aos fãs de Lost —, a narrativa mistura temáticas reflexivas e enigmas que trazem elementos que, à primeira vista, parecem totalmente inexplicáveis, algo muito similar ao que Dana Scully (interpretada por Gillian Anderson) e Fox Mulder (David Duchovny) enfrentavam em Arquivo X. Para quem curtia ambas as produções, Fringe surge como um verdadeiro banquete que reúne o melhor dos dois mundos.
Estrelada por Anna Torv (conhecida por Mindhunter), a trama de Fringe acompanha Olivia Dunham, uma dedicada agente do FBI que se vê obrigada a unir forças com o excêntrico cientista Walter Bishop (John Noble) e o filho distante dele, Peter Bishop (Joshua Jackson), para investigar uma série de casos bizarros ligados a ocorrências inexplicáveis ao redor do mundo.
Tudo começa quando um avião pousa na cidade de Boston com todos os passageiros e tripulantes mortos de maneira misteriosa. A partir desse evento chocante, Olivia se junta a Walter e Peter para analisar fenômenos absurdos, como a possibilidade real da existência de universos paralelos, mutações genéticas avançadas e outros episódios científicos extraordinários.
Embora possa parecer que Fringe se apega demais às fórmulas do que veio antes, basta iniciar a maratona dos episódios para compreender o motivo pelo qual a obra se tornou uma grande queridinha do gênero.
Começando no modelo mais tradicional e procedural, em que cada capítulo apresenta o chamado “caso da semana”, a produção logo evolui nos episódios seguintes para uma narrativa muito mais contínua e seriada. Dessa forma, a série se aprofunda em conceitos e dilemas científicos complexos para dar forte continuidade à jornada do trio de protagonistas.
Além disso, Fringe aproveita essas temáticas clássicas do sci-fi para desenvolver com sensibilidade as relações interpessoais dos personagens. A série deixa um pouco de lado o didatismo excessivo por trás dos mistérios inexplicáveis para focar na dinâmica profunda entre Olivia, Walter e Peter. Os episódios ainda apostam em um humor leve e inteligente, que ajuda perfeitamente a quebrar a tensão de momentos mais dramáticos e fantásticos, oferecendo um respiro bem-vindo em meio aos aterrorizantes acontecimentos da trama.
Caso você tenha se interessado pela proposta, é importante destacar que é possível assistir a todas as cinco temporadas completas do programa no Prime Video.
Fonte original: Canaltech