Falta exatamente uma semana para que mais de 158,7 milhões de brasileiros compareçam às urnas para definir os rumos do país, dos estados e do Congresso Nacional para os próximos anos. Do total de eleitores aptos, representando uma alta de 1,46% em relação a 2022, 136,5 milhões possuem voto obrigatório, enquanto 22,2 milhões formam o eleitorado facultativo, composto por analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e idosos com mais de 70 anos.
Embora os debates nacionais concentrem as atenções na corrida presidencial à Brasília, a disputa pelos governos estaduais ganha relevância por meio de uma complexa rede de alianças locais e partidos de centro. Um exemplo marcante é o PSD, liderado por Gilberto Kassab, que lançou 13 candidaturas ao governo estadual, sendo que apenas quatro delas apoiam o candidato presidencial da própria sigla, Ronaldo Caiado. Os demais candidatos adotaram estratégias de independência regional, como a aliança do partido com o PT no Rio de Janeiro.
No comparativo entre o PL e o PT, o partido ligado a Flávio Bolsonaro lidera com 13 candidaturas ao governo contra 12 da legenda de Lula. Ambos adotaram estratégias de coligação com nomes de peso já posicionados à frente nas pesquisas, a exemplo do apoio do PT a Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro e do apoio do PL a Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Nas pesquisas de intenção de voto para o executivo estadual, o PSD lidera ou empata em primeiro lugar em sete estados (Amazonas, Maranhão, Pernambuco, RJ, Amapá, Sergipe e Rondônia), o PL comanda cinco (Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Roraima) e o PT aparece à frente em dois (Piauí e Bahia).
Para financiar essas estruturas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou um fundo eleitoral de R$ 4,96 bilhões. D este montante, mais da metade é concentrada por quatro legendas:
- PL: R$ 881,6 milhões
- PT: R$ 615,3 milhões
- União Brasil: R$ 526,2 milhões
- PSD: R$ 421,0 milhões
A grandiosidade do processo eleitoral se reflete com maior intensidade em São Paulo, cujo colégio eleitoral contabiliza 34,4 milhões de eleitores — marca superior à população de países como Canadá, Peru e Marrocos, respondendo por mais de 21% de todo o eleitorado brasileiro. O vencedor no Palácio dos Bandeirantes administra o segundo maior orçamento do setor público do país e desempenha papel estratégico na articulação política nacional, servindo como a principal base de prefeitos, cabos eleitorais, influência na bancada federal em Brasília e laboratório de políticas públicas.
As pesquisas recentes para o governo paulista apontam Tarcísio de Freitas com 50% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad com 30%. O cenário nos demais estados da federação apresenta disputas acirradas e lideranças consolidadas em diferentes regiões:
- Acre: Mailza Assis (PP) com 36% e Alan Rick (Republicanos) com 28%
- Amapá: Dr Furlan (PSD) com 53% e Clécio (União Brasil) com 40%
- Amazonas: Omar Aziz (PSD) com 29% e Maria do Carmo (PL) com 19%
- Pará: Hana Ghassan (MDB) com 40% e Daniel Santos (Podemos) com 35%
- Rondônia: Marcos Rogério (PL) com 37% e Adailton Furia (PSD) com 21%
- Roraima: Arthur Henrique (PL) com 57% e Soldado Sampaio (Republicanos) com 32%
- Tocantins: Professora Dorinha (União) com 42% e Vicentinho Júnior (PSDB) com 29%
- Alagoas: JHC (PSDB) com 43% e Renan Filho (MDB) com 41%
- Bahia: ACM Neto (União Brasil) com 42% e Jerônimo Rodrigues com 29%
- Ceará: Ciro Gomes (PSDB) com 44% e Elmano de Freitas (PT) com 43%
- Maranhão: Eduardo Braide (PSD) com 46% e Orleans Brandão (MDB) com 27%
- Paraíba: Lucas Ribeiro (PP) com 49% e Efraim Filho (PL) com 16%
- Pernambuco: Raquel Lyra (PSD) com 48% e João Campos (PSB) com 44%
- Piauí: Rafael Fonteles (PT) com 55% e Joel Rodrigues (PP) com 25%
- Rio Grande do Norte: Alysson (União) com 39% e Cadu (PT) com 21%
- Sergipe: Fábio (PSD) com 43% e Valmir (Republicanos) com 34%
- Goiás: Daniel Vilela (MDB) com 42% e Marconi Perillo (PSDB) com 19%
- Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos) com 29% e Welligton Fagundes (PL) com 27%
- Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP) com 51% e Fábio Trad (PT) com 12%
- Distrito Federal: Celina Leão (PP) com 42% e Leandro Grass (PT) com 23%
- Espírito Santo: Ricardo Ferraço (MDB) com 33% e Lorenzo Pazolini (Republicanos) com 31%
- Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos) com 40% e Patrus Ananias (PT) com 15%
- Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) com 43% e Douglas Ruas (PL) com 30%
- Paraná: Sérgio Moro (PL) com 36%, Requião Filho (PDT) com 20% e Sandro Alex (PSD) com 20%
- Santa Catarina: Jorginho Mello (PL) com 54% e João Rodrigues (PSD) com 13%
- Rio Grande do Sul: Luciano Zucco (PL) com 29% e Juliana Brizola (PDT) com 23%
Fonte original: the news