Os destroços do helicóptero que transportava o cantor Rick e mais quatro pessoas foram encontrados nesta terça-feira (22), na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici, na Serra de Santa Catarina. Entre as vítimas fatais estava o copiloto Leopoldo Barros Teixeira, de 34 anos, que havia retomado recentemente sua carreira na aviação civil.
Natural de Pirajuí (SP) — visto que Pongaí (SP), cidade onde cresceu, não contava com maternidade — Leopoldo era solteiro, não tinha filhos e morava atualmente em Itapema, no Litoral Norte catarinense, onde atuava profissionalmente com helicópteros. Segundo seu irmão, Lincoln Barros Teixeira, Leopoldo havia concluído o curso de aviação em 2020 e, após um período afastado da área, decidiu retomar a profissão no ano passado com o apoio dos familiares.
A angústia da família teve início na segunda-feira (21), quando tentaram contato com Leopoldo sem sucesso. “A gente tentou entrar em contato com ele ontem e não conseguimos. Aí foi essa agonia até hoje”, relatou Lincoln, destacando o carinho que todos tinham pelo irmão e a comoção gerada pela tragédia: “Ele é muito querido, estamos recebendo muitas mensagens, muita gente querendo vir no velório”.
Lincoln também relembrou que a paixão de Leopoldo pela aviação e por helicópteros nasceu ainda na juventude, impulsionada pelo convívio com amigos da família. Após realizar seu primeiro voo, ele tomou a decisão de se profissionalizar.
A queda da aeronave e o resgate
A aeronave — um modelo Bell 430 fabricado em 2001, com capacidade para um piloto e sete passageiros e com situação regular e certificação válida até 11 de agosto de 2027 perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) — havia decolado na manhã de segunda-feira (21) de Porto Belo (SC) com destino a São Joaquim (SC), em um trajeto estimado em 190 quilômetros.
O voo transportava cinco pessoas: o cantor Rick (da dupla com Renner), Bruno Avelar, Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. O desaparecimento mobilizou uma força-tarefa na região de Urubici, caracterizada por trechos de montanha, planície e mata fechada.
A operação de buscas envolveu o uso de uma aeronave que localizou os destroços, cerca de 40 bombeiros, dois cães farejadores, mais de 10 viaturas e drones equipados com capacidade de identificação térmica. Com a localização, as equipes concentraram os trabalhos no resgate dos corpos, que posteriormente seriam encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Lages, a maior cidade da região serrana.
Fonte original: G1