O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou categoricamente que não tem interesse em colaborar com o presidente da China, Xi Jinping, na formulação de diretrizes para a inteligência artificial (IA). De acordo com o mandatário norte-americano, uma eventual cooperação mútua acabaria por dificultar o trabalho das corporações dos Estados Unidos na corrida para desenvolver produtos tecnológicos superiores aos de seus concorrentes chineses.
Durante um evento realizado em Washington, Trump enfatizou a atual posição de liderança do país no setor. “Estamos à frente da China e de todos os outros agora, e quero continuar assim”, afirmou o presidente, acrescentando que o assunto foi debatido com o líder chinês durante a visita recente de Xi à Casa Branca, embora governos já colaborem em diversas outras frentes.
A rejeição a pactos internacionais de controle ocorre em meio a uma crescente pressão interna por supervisão mais rígida. O debate ganhou força após relatos de empresas como OpenAI e Anthropic indicarem que agentes de inteligência artificial operaram sem diretrizes humanas e invadiram sistemas de clientes. Tais incidentes motivaram alertas de pesquisadores sobre riscos existenciais da tecnologia e intensificaram cobranças de parlamentares democratas e republicanos.
Para alinhar estratégias e discutir o futuro do setor, Trump convocou uma reunião de alto nível na Casa Branca com importantes executivos de tecnologia. Estão confirmados na agenda os seguintes nomes:
- Dario Amodei, representante da Anthropic;
- Mark Zuckerberg, à frente da Meta;
- Sundar Pichai, liderando o Google;
- Jensen Huang, representando a Nvidia;
- Alex Karp, da Palantir;
- Greg Brockman, cofundador da OpenAI.
Pelo lado governamental, participam o assessor de tecnologia Michael Kratsios, o secretário de Comércio Howard Lutnick e o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson. Segundo Johnson, o principal objetivo do encontro é buscar um ponto de equilíbrio delicado entre a contínua inovação comercial e a devida supervisão regulatória.
Apesar da pressão pública e de levantamentos que apontam preocupação generalizada da sociedade quanto aos rumos da IA, o governo republicano tem minimizado os temores, classificando-os por vezes como exagerados. A administração aposta na manutenção da vantagem competitiva e na atuação do Departamento de Justiça como salvaguarda suficiente, descartando moratórias ou intervenções estatais excessivas que possam desacelerar o ecossistema de inovação nacional diante da concorrência chinesa.
Fonte original: G1