O empresário Amauri Pinha, citado durante entrevista recente à CNN Brasil pela lobista Roberta Luchsinger em relação a contratos com o governo federal, é presidente do Conselho de Administração da ECB (Empresa Construtora Brasil), subsidiária do Grupo Mota-Engil. De acordo com as declarações, a companhia teria acumulado expressivos contratos no país desde que o engenheiro assumiu a liderança da instituição.
Durante a entrevista, ao ser questionada sobre supostas articulações envolvendo contratos de construtoras com a gestão federal, Luchsinger mencionou o nome de Pinha e apontou sua proximidade com figuras centrais. A lobista levantou questionamentos públicos sobre os acordos firmados, ressaltando a necessidade de fiscalização por parte das autoridades competentes, embora não tenha formalizado acusações diretas de ilegalidade contra o executivo.
Procurado pela imprensa para comentar as declarações, o Grupo Mota-Engil optou por não se manifestar sobre o assunto.
Trajetória e Formação Acadêmica
Amauri Pinha possui sólida formação na área técnica e de gestão. O executivo é formado em engenharia eletrotécnica pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e concluiu mestrado em administração financeira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Sua carreira inclui passagens por grandes companhias de engenharia e infraestrutura:
- Construtora Camargo Corrêa: Atuou como diretor entre os anos de 1988 e 2010.
- AG-Dangote: Exerceu o cargo de CEO entre 2012 e 2014, liderando a joint-venture da Andrade Gutierrez na África.
- ARPinha: Atuou como diretor-geral em sua própria empresa de consultoria por uma década, de 2015 a 2025.
- ECB (Empresa Construtora Brasil): Assumiu a presidência do Conselho de Administração da companhia em janeiro de 2025.
Histórico e Atuação da ECB
Fundada em 1945 e com sede em Belo Horizonte (MG), a Empresa Construtora Brasil possui ampla atuação em projetos de grande porte, abrangendo infraestrutura rodoviária, ferroviária, aeroportuária, minerária, mobilidade urbana, serviços industriais e o setor de óleo e gás.
A trajetória corporativa da ECB passou por importantes transições societárias. Em 2012, a construtora vendeu metade de suas ações para o Grupo Mota-Engil, que adquiriu os 100% restantes da companhia em 2025. Sob o controle do grupo, a construtora firmou importantes acordos, como um contrato de R$ 4,4 bilhões com a Petrobras para intervenções na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. Além disso, em 2026, a controladora Mota-Engil venceu o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) para a construção e operação do túnel Santos-Guarujá, projeto que conta com investimento governamental de R$ 2,6 bilhões.
Fonte original: Poder360