O meio-campista Miguel Carvalho, de 21 anos, acertou seu retorno ao Brasil em agosto de 2026 para reforçar a Chapecoense, após uma trajetória singular construída no exterior. Natural de Curvelo, na região central de Minas Gerais, o jogador deixou o país natal aos 8 anos para integrar as categorias de base do Barcelona, onde iniciou sua formação em 2013, antes de se transferir para o rival Espanyol.
O destaque em solo europeu rendeu frutos importantes para a carreira do atleta, incluindo a obtenção da cidadania espanhola por meio de um decreto real — uma concessão governamental extraordinária destinada a estrangeiros com habilidades notórias. Consolidando sua passagem pela Europa, Miguel sagrou-se campeão da Eurocopa Sub-19 defendendo a seleção da Espanha, um momento que ele descreve como a realização de um sonho impensável para quem deixou o interior mineiro na infância.
Como jogador profissional, Miguel defendeu o Espanyol B e o Mérida, na Espanha, antes de se aventurar no futebol da Arábia Saudita, onde vestiu as camisas do Al-Qadisiyah e do Al-Hazm. Foi justamente no Oriente Médio que o jovem meia viveu outro momento marcante: a oportunidade de enfrentar e dividir o gramado com o craque português Cristiano Ronaldo.
A decisão de retornar ao futebol brasileiro em 2026 passou pelo desejo de disputar uma das ligas mais competitivas do mundo. O atleta aponta o Brasileirão como uma grande oportunidade para seu desenvolvimento profissional, aliando a alta exigência técnica à proximidade com a família e com sua terra natal.
Apesar da carreira internacional, o jogador mantém fortes laços com Curvelo. Sobrinho do ex-atacante Euller, conhecido como o 'Filho do Vento', Miguel deu seus primeiros passos no futebol na escolinha coordenada por sua mãe na Arena Filho do Vento. Sempre que possível, o atleta retorna à cidade para visitar familiares e se reconectar com suas raízes.
Dentro das quatro linhas, Miguel se define como um meio-campista moderno do tipo box-to-box. O atleta destaca como principais características a facilidade na transição defensiva, além da intensidade, criatividade e poder de finalização na construção das jogadas ofensivas para ajudar a Chapecoense na temporada.
Fonte original: ge (Globo Esporte)