O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), passou mal na tarde desta quinta-feira (15) durante uma sessão no Senado Federal, logo após realizar um discurso contundente na tribuna. Em sua fala, o senador criticou a postura do atual governo estadual, cobrou maior humildade da gestão atual e expressou preocupação com a revisão na previsão de déficit nas contas públicas do estado para o ano de 2027.
Durante o pronunciamento, que segundo ele poderia ser o último no exercício do mandato parlamentar, Cleitinho admitiu estar eufórico devido ao uso de medicamentos. Bastante emocionado, o político aproveitou o momento para agradecer ao eleitorado mineiro, à memória de seu pai e ao seu irmão Mateus, falecido durante o período eleitoral. "Tenho certeza de que vou colocar pessoas melhores do que eu, para governarmos juntos", declarou o senador durante a sessão.
O foco principal das críticas de Cleitinho foi direcionado ao aumento na estimativa de déficit fiscal para 2027, que saltou de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões. A alteração foi enviada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) por meio de uma modificação no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA). O governador eleito questionou o planejamento financeiro da atual gestão e prometeu realizar uma auditoria rigorosa e revisar os contratos vigentes do estado assim que assumir o cargo executivo.
Logo após descer da tribuna, Cleitinho apresentou um quadro de mal-estar e precisou receber atendimento médico imediato da equipe de plantão do Senado. De acordo com boletim emitido pelo Serviço Médico de Emergência da Casa, o parlamentar apresentou um pico de pressão arterial acompanhado de frequência cardíaca elevada. Ele foi submetido a exames de eletrocardiograma e dosagem de enzimas cardíacas, cujos resultados apontaram normalidade. Após receber medicação e hidratação, o senador apresentou melhora clínica e recebeu alta com recomendação médica de repouso.
Em resposta aos questionamentos levantados pelo senador, o governo de Minas Gerais divulgou uma nota oficial reiterando seu compromisso com a transparência fiscal e o equilíbrio das contas públicas. A administração estadual destacou que a delicada situação financeira foi herdada em 2019 e que medidas rigorosas de contenção de gastos permitiram reduzir o comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) com despesas de pessoal de 66,65% em 2018 para 48,80% no relatório fiscal mais recente. O governo também pontuou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) consiste em uma projeção e que a gestão financeira recente tem registrado superávits consecutivos.
Fonte original: G1