O coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da Polícia Militar, não conteve a emoção durante uma coletiva de imprensa realizada em Belo Horizonte para prestar esclarecimentos sobre a queda de um avião que resultou na morte de três integrantes da corporação. Visivelmente abalado, o oficial definiu o momento como um dos episódios mais dolorosos de sua trajetória profissional.
Segundo o militar, a aeronave envolvida no acidente era um bimotor modelo Beechcraft Super King Air 300, prefixo PP-EJO, conhecido operacionalmente como Pégasus 17. O grupo realizava um voo de recheque. O coronel enfatizou que a corporação mantém rigorosos padrões de manutenção, segurança e atualização tecnológica de seus equipamentos, assegurando que o aparelho operava dentro de todas as normas exigidas.
Durante o pronunciamento, as identidades e trajetórias dos três tripulantes vítimas da tragédia foram detalhadas pela instituição:
- Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre: Com 49 anos e natural de Belo Horizonte, era o comandante do esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave). Com mais de duas décadas de serviços prestados à corporação e ultrapassando cinco mil horas de voo, era considerado o instrutor mais capacitado da PM. Deixou esposa e três filhos.
- Tenente Gabriela Emília Soares Resende: Aos 35 anos, natural de BH, acumulava cerca de 300 horas de voo e fez história ao se tornar a primeira mulher na Polícia Militar de Minas Gerais habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, em 2023. Na corporação desde 2017, atuou em unidades operacionais antes de integrar o Comave. Recentemente havia retornado da licença-maternidade e deixou marido e dois filhos pequenos.
- Tenente Alice dos Santos Almeida: Natural de Caratinga, na Região do Rio Doce, a policial tinha 34 anos. Atuava como pilota e também era responsável pela manutenção de aeronaves da corporação, acumulando aproximadamente 300 horas de voo em sua carreira.
As investigações sobre as causas e circunstâncias que envolveram a queda da aeronave no Vale do Aço continuam em andamento pelos órgãos competentes, enquanto a corporação presta apoio aos familiares das vítimas e lamenta a perda irreparável dos profissionais.
Fonte original: G1