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Clãs Políticos nas Urnas: Quem Venceu e Quem Perdeu nas Eleições de 2026

Clãs Políticos nas Urnas: Quem Venceu e Quem Perdeu nas Eleições de 2026

Por Redação •

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O primeiro turno das eleições de 2026 definiu a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), além de eleger 21 governadores, 513 deputados federais e 54 senadores. Entre os vitoriosos e os derrotados nas urnas, destacou-se a participação de integrantes de famílias tradicionais e de novos clãs da política brasileira, testando o peso de seus sobrenomes perante o eleitorado.

As urnas contaram com mais de seis dezenas de políticos que integram famílias com histórico na vida pública ou que tiveram pelo menos um parente concorrendo a cargos eletivos no pleito. Sobrenomes históricos mediram sua popularidade, como os Barbalho no Pará, os Calheiros e os Lira em Alagoas, e os Sarney no Maranhão. Enquanto isso, clãs de ascensão mais recente também buscaram consolidar seu espaço, a exemplo dos Bolsonaro, que disputaram cargos em três estados e na corrida presidencial, e os Maranhãozinho no Maranhão. A força dos laços familiares também se estendeu a casais, com diversos governadores, senadores e deputados concorrendo em conjunto com seus cônjuges.

No balanço geral divulgado após o pleito, o desempenho dos parentes de políticos foi diversificado. Entre os cargos conquistados por familiares estão:

  • 3 governadores
  • 10 senadores
  • 2 suplentes de senador
  • 19 deputados federais
  • 9 deputados estaduais

Por outro lado, as baixas nas urnas também foram expressivas, contabilizando:

  • 4 candidatos ao governo derrotados
  • 9 candidatos ao Senado não eleitos
  • 5 candidatos à Câmara dos Deputados sem êxito
  • 4 candidatos às assembleias locais derrotados

Entre os principais clãs avaliados, a família do ex-presidente Jair Bolsonaro obteve quatro vitórias entre seus seis integrantes nas urnas: Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) foram eleitos ao Senado, enquanto Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e Renato Bolsonaro (PL-SC) garantiram vagas na Câmara dos Deputados. A ex-mulher Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) não teve sucesso na tentativa de chegar à Câmara, e Flávio Bolsonaro avançou para o segundo turno da disputa presidencial. Na família Calheiros, Renan Filho (MDB) perdeu a disputa pelo governo de Alagoas e Renan Calheiros (MDB) não se elegeu ao Senado, mas Remi Calheiros (MDB) garantiu uma cadeira na Assembleia Legislativa estadual, enquanto Renildo Calheiros (PCdoB-PE) ficou sem vaga na Câmara Federal.

No Pará, o clã Barbalho teve ampla presença: o governador Helder Barbalho (MDB) foi eleito ao Senado e Jader Filho (MDB) conquistou vaga na Câmara, embora Elcione Barbalho (MDB) tenha sido derrotada na disputa para deputada estadual. No Maranhão, o deputado Josimar de Maranhãozinho estruturou uma forte bancada familiar, elegendo os sobrinhos Aldir Júnior (PL) e Fabiana Vilar (PL) como deputados federais, além de sua esposa, Detinha (PL), e do filho, Josimar Júnior (PL), como deputados estaduais. No mesmo estado, contudo, a família Sarney viu seu legado ininterrupto desde 1954 ser encerrado com a derrota de Roseana Sarney (MDB) ao Senado.

Outro destaque ocorreu com os herdeiros do ex-governador Miguel Arraes, em Pernambuco, onde Marília Arraes (PDT) foi eleita ao Senado e Maria Arraes (PSB) junto a Pedro Campos (PSB) garantiram vagas na Câmara, enquanto João Campos (PSB) foi derrotado na corrida ao governo estadual. No Ceará, os Gomes registraram resultados mistos com a derrota de Ciro Gomes (PSDB) ao governo, a eleição de Cid Gomes (PSB) ao Senado — que levou o irmão Lucio Gomes (PSB) como segundo suplente — e a vitória de Lia Gomes (PSB) para a Assembleia Legislativa. Já no âmbito municipal e legislativo, figuras como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), foram eleitos deputados federais, enquanto seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), não obteve êxito ao Senado pela Paraíba. Arthur Lira (PP-AL) venceu a disputa para o senador e emplacou o filho Alvinho Lira (PP) como o deputado federal mais jovem eleito, aos 20 anos, ao passo que Eduardo Cunha (Republicanos) foi derrotado em Minas Gerais, mas viu sua filha Dani Cunha (PL) conquistar uma vaga na Câmara.

A influência de casais na política também marcou as eleições de 2026. Governadores como JHC (PSDB-AL), Dr. Furlan (PSD-AP), Sergio Moro (PL-PR) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) conseguiram eleger suas respectivas esposas — Marina JHC, Rayssa Furlan, Rosângela Moro e Gracinha Caiado — para cargos no Senado ou na Câmara dos Deputados. Dinâmicas semelhantes ocorreram com parlamentares e ex-ministros, a exemplo de João Roma (PL), que não se elegeu ao Senado mas viu a esposa Roberta Roma (PL) ser eleita deputada federal, e Eduardo Braga (MDB), reeleito ao Senado com a esposa Sandra Braga (MDB) como suplente. Outros casais, como os deputados federais Glauber Braga (PSOL-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), mantiveram sua presença conjunta no Congresso Nacional.


Fonte original: G1


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