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Polícia Militar de Minas Gerais realiza 'sirenaço' em homenagem a policiais vítimas de trágico acidente aéreo

Polícia Militar de Minas Gerais realiza 'sirenaço' em homenagem a policiais vítimas de trágico acidente aéreo

Por Redação •

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A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) prestou uma emocionante homenagem, no fim da tarde deste sábado (10), com um tradicional "sirenaço" nas proximidades do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O ato solene foi direcionado aos três policiais militares que perderam a vida em um grave acidente aéreo registrado na sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na Região do Vale do Aço.

A tragédia aconteceu após a aeronave decolar do terminal da capital mineira. Os ocupantes realizavam um voo de reavaliação do bimotor modelo Beechcraft Super King Air 300, conhecido pelo prefixo PP-EJO e integrado à frota do Pégasus 17. O avião desempenhava um papel fundamental em missões operacionais da corporação, além de ser frequentemente utilizado no transporte de órgãos destinados a transplantes.

Diante da perda irreparável, o governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em sinal de respeito e solidariedade às famílias das vítimas. Autoridades estaduais e federais, incluindo o governador do estado, Mateus Simões (PSD), o governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), e o presidente da República, Lula (PT), manifestaram profundo pesar pelas mortes dos profissionais.

As cerimônias de despedida ocorreram neste domingo (11). O velório coletivo dos corpos foi realizado na Academia de Polícia Militar de Belo Horizonte, situada no bairro Prado, reunindo familiares, amigos e autoridades entre 11h e 14h. Em seguida, o sepultamento foi marcado para as 16h no Cemitério Parque Bosque da Esperança, localizado no bairro Jaqueline.

Durante entrevista coletiva concedida logo após o acidente, o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PM, não conteve as lágrimas ao relatar o ocorrido. "Talvez seja a coletiva mais difícil da minha vida", declarou o militar, ressaltando a relevância dos colegas perdidos para a corporação.

Quem eram os policiais vítimas do acidente

A tragédia comoveu profundamente o estado e en luto a segurança pública mineira. Conheça a trajetória dos três tripulantes:

  • Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre: Piloto da aeronave no momento da queda, o oficial de 49 anos acumulava mais de cinco mil horas de voo e era considerado o instrutor mais capacitado do Comando de Aviação do Estado (Comave). Natural de Belo Horizonte, estava na corporação há mais de duas décadas, comandava o esquadrão de aviões e deixou esposa e três filhos.
  • Tenente Gabriela Emília Soares Resende: Aos 35 anos e natural da capital mineira, acumulava cerca de 300 horas de voo. Em 2023, fez história ao se tornar a primeira mulher na PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa. Ingressou na polícia em 2017 e atuou em unidades como o 34º Batalhão e o Comando Tático Móvel do 41º Batalhão antes de integrar o Comave. Recentemente havia retornado da licença-maternidade e deixou o marido e dois filhos pequenos.
  • Tenente Alice dos Santos Almeida: Com 34 anos e natural de Caratinga, na Região do Rio Doce, a policial também acumulava cerca de 300 horas de voo. Além de pilota, atuava diretamente na manutenção das aeronaves da instituição.

Fonte original: G1


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